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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mitos e verdades sobre a recuperação da ressaca






Em uma festa ou ocasião especial as pessoas podem passar do limite na bebida. No momento, o abuso só tornará o evento mais divertido, mas o sintomas e mal estar chegam no dia seguinte. A ressaca pode provocar moleza, enjoo e dor de cabeça. O site Health fez uma lista com 10 métodos usados no combater a estes sintomas e disse se eles funcionam ou não; veja a seguir.



Beber mais

"A pior coisa a fazer é beber de novo", segundo Charles Cutler, presidente do American College of Physicians. O álcool pode, temporariamente, aliviar os sintomas da ressaca, mas pode fazer mal à saúde em longo prazo. A pessoa fica de ressaca porque o álcool é tóxico e o corpo precisa de uma chance para se recuperar.







Almoço gorduroso

Não há evidência científica de que uma porção de bacon e ovos alivia ressaca, apesar de muitas pessoas acreditarem nisso. "Alimentos gordurosos só provocarão azia," disse Cutler, que recomenda o consumo de alimentos digeridos facilmente; como torradas e cereais.



Remédios

Medicamentos efervescentes que ajudam a melhorar a azia e indigestão são usados para combater os sintomas da ressaca. Enquanto o bicarbonato de sódio provoca sensação de alívio, outros componentes do remédio - ácido cítrico e ácido acetilsalicílico - podem irritar o estômago após uma noite de bebedeira.




Medicamentos para ressaca

"Pílulas para ressaca foram estudadas e a eficácia não foi comprovada", disse Joris Verster, professor de psicofarmacologia na Universidade de Utrecht, na Holanda. Cutler sugere tomar um multivitamínico para restaurar os nutrientes que seu corpo pode ter perdido durante um a bebedeira.








Café
Se você consome café regularmente, quando estiver de ressaca pode não ser uma boa ideia manter o hábito. A cafeína pode potencializar os sintomas da ressaca, pois estreita os vasos sanguíneos e aumenta a pressão arterial.



Água e repositores energéticos

O conhecimento popular diz que a desidratação causada pelo consumo excessivo é o que faz você se sentir tão mal no dia seguinte. Na verdade, os especialistas realmente sabem muito pouco sobre o que causa uma ressaca. Imagina-se que a interrupção do ritmo biológico ou mesmo a retirada do álcool podem causar os sintomas. Não existem provas de que consumir líquidos melhora a ressaca.




Tomar analgésicos

Para as mulheres que têm cólicas, sensibilidade nos seios, dores nas costas, ou dores de cabeça durante a TPM, os medicamentos podem proporcionar algum alívio. Para a ressaca, porém, não são indicados.




Exercício

Um treino suave pode ajudar a se sentir melhor. É importante lembrar que se a pessoa tiver bebido muito, pode estar um pouco desidratado e exercícios vão exigir hidratação e nutrição, segundo Cutler.



Sauna

Acha que pode "suar" o álcool e outras toxinas consumidas durante uma noite de festa? Pense novamente. A sauna pode deixar os vasos sanguíneos potencialmente perigosos e mudar o fluxo de sangue no corpo. "A última coisa que você precisa é interromper o fluxo normal de sangue e padrões de calor", afirmou Cutler. Se você já está um pouco desidratado, sudorese excessiva pode ser prejudicial - causar alterações da pressão arterial e arritmias cardíacas - e até mortal.



Sono

As pessoas dormem mal depois de uma noite de bebedeira. O álcool faz a pessoa apagar, mas quando ele é eliminado, horas após a bebedeira, a insônia deve surgir. Se você pode dormir ao longo do dia, faça isso, o cérebro agradecerá. Uma das curas para a ressaca é o tempo.


Imagens: Getty Images
Fonte: TERRA

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Medicalização de crianças transforma modo de ser em doença


Doenças inventadas
O Brasil vive uma epidemia de diagnóstico de transtorno de déficit de atenção, hiperatividade, transtorno de oposição desafiadora, depressão, dislexia e autismo em crianças e adolescentes.
Entre 5% e 17% de crianças encaminhadas para serviços de especialidades médicas recebem uma receita com medicações extremamente perigosas, como psicoestimulantes, antidepressivos e antipsicóticos.
O remédio tomou conta do processo de educação e atribuiu ao organismo da criança a responsabilidade pelo aprendizado.
Foi isto o que mais de 1.200 profissionais da área da saúde e educadores ouviram em duas sessões realizadas no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Medicalização do modo de ser
Segundo o pediatra Ricardo Caraffa, as crianças acabam sendo diagnosticadas muito rapidamente e de forma errônea sem receber nenhum outro tipo de atenção e análise.
Num esforço de reverter esse quadro, foi realizado em São Paulo, no mês de novembro, um fórum sobre o tema.
Cerca de 450 participantes de 27 entidades assinaram um manifesto no qual afirmam que a aprendizagem e os modos de ser e agir têm sido alvos da medicalização, transformando as crianças em consumidores de tratamentos, medicamentos e terapias.
"A venda de medicamentos à base de metilfenidato aumentou 1.000 por cento nos últimos anos. São dois milhões de caixas por ano. Esse número é muito expressivo", explicou Caraffa.

Diferenças pessoais, não doenças
Para a pediatra, professora e pesquisadora da Unicamp, Maria Aparecida Affonso Moysés, existem doenças e problemas de saúde que podem interferir com o desenvolvimento cognitivo e afetivo das pessoas.
Existem pessoas que aprendem com mais facilidade que outras e existem pessoas tranquilas, calmas, apáticas, agitadas, empolgadas e mais agressivas.
E entre os extremos há infinitas possibilidades.
Ainda segundo Moysés, existem diferentes modos de aprender e lidar com que já foi aprendido e cada um estabelece os seus próprios processos cognitivos e mentais para aprender.
"Cada ser humano é diferente do outro. Quais são as evidências científicas que comprovam que doenças biológicas e psiquiatras comprometem exclusivamente a aprendizagem?", questionou a pesquisadora que desenvolve um trabalho juntamente com Cecília Colares, da Faculdade de Educação, sobre déficit de atenção.

Retrocesso
Para a psicóloga da USP Marilene Proença Souza, a criança brinca, faz birra, chora e tenta impor sua vontade.
Mas, hoje em dia, quando ela corre um pouco mais é dita como hiperativa, se fala muito é rotulada de desatenta, e se troca letras no processo de alfabetização - o que é esperado - dizem que ela tem dislexia.
Segundo Marilene, ao diagnosticar a criança com algum distúrbio, a sociedade está deixando de considerar todo o processo de escolarização que produz o não-aprender e o não-comportar-se em sala de aula.
"Do ponto de vista da psicologia da educação, estamos vivendo um retrocesso. Estamos culpando a criança por não aprender e medicando-a. O remédio não pode ocupar o lugar da escola e da família. Se assim for, estamos invertendo valores do campo da saúde, da educação e da psicologia com relação ao desenvolvimento infantil e deixando de usar todos os instrumentos pedagógicos no início do processo de alfabetização", disse Marilene.

FONTE: UNICAMP

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

RDC 52/2011 - Medicamentos femproporex, mazindol e anfepramona não podem ser vendidos no Brasil




A partir desta sexta-feira (9/12), os medicamentos femproporex, mazindol e anfepramona não podem mais ser comercializados no Brasil. A proibição, determinada pela Diretoria Colegiada da Anvisa em outubro, consta da Resolução RDC 52/2011, que estabeleceu um prazo de 60 dias para entrada em vigor da medida.   
Os medicamentos a base de femproporex, mazindol e anfepramona tiveram seus registros cancelados pela Anvisa, ficando proibida a produção, o comércio, a manipulação e o uso destes produtos no país. Os três medicamentos fazem parte do grupo denominado inibidores de apetite do tipo anfetamínico.
A norma da Anvisa também apresenta novas restrições para medicamentos a base de sibutramina.  Entre as novidades, está a obrigatoriedade dos profissionais de saúde, empresas detentoras de registro e farmácias e drogarias de notificarem, obrigatoriamente, o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária sobre casos de efeitos adversos relacionados ao uso de medicamentos que contém sibutramina.
Confira aqui a íntegra da Resolução RDC 52/2011 da Anvisa.

Leia também:


Fonte: ANVISA

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Veja com exclusividade o Ranking dos Cursos de Farmácia do Brasil de acordo com as notas divulgadas do ENADE e CPC.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, divulgou nesta quinta-feira, 17, os indicadores de qualidade de cursos e instituições de educação superior. A avaliação é baseada na análise das condições de ensino, em especial aquelas relativas ao corpo docente, às instalações físicas, ao projeto pedagógico e ao resultado dos alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).



Veja com exclusividade o Ranking dos Cursos de Farmácia do Brasil de acordo com as notas divulgadas do ENADE e CPC. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Os 12 melhores cursos de Farmácia do Brasil GUIA DO ESTUDANTE


A Farmácia é o estudo da composição e dos processos produtivos de medicamentos, cosméticos e alimentos industrializados. Cabe ao farmacêutico pesquisar e preparar medicamentos, cosméticos e produtos de higiene pessoal, examinar e testar substâncias e princípios ativos que entram em sua composição e observar as reações provocadas no organismo.


Durante a graduação, que dura em média 5 anos, o estudante tem matérias das áreas de biologia, física e química. Nos três primeiros anos, a grade é recheada de química orgânica, inorgânica, analítica, parasitologia, anatomia, entre outras.
Entre as disciplinas profissionalizantes, estão fisiopatologia, toxicologia, análise e controle de qualidade, química farmacêutica e de cosméticos. Além disso, os alunos têm aulas práticas, em laboratório, que ocupam grande parte da carga horária.

O mercado de trabalho para este profissional está um pouco saturado. Mas, a área que mais precisa de profissionais qualificados é a científica, de pesquisa. Outros setores com boa oferta de vagas são a biologia molecular e a toxicologia forense.
Se você se interessou pelo curso de Farmácia, não deixe de conferir onde estão as melhores faculdades.

Nome da faculdade
Estrelas
Universidade de Brasília (UnB)
★★★★★
Universidade Federal de Goiás (UFG)
★★★★★
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
★★★★★
Universidade Federal do Pará (UFPA)
★★★★★
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
★★★★★
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
★★★★★
Universidade Estadual de Maringá (UEM)
★★★★★
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
★★★★★
Universidade Federal de Santa Cataria (UFSC)
★★★★★
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
★★★★★
Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto
★★★★★
Universidade de São Paulo (USP), campus da Cidade Universitária
★★★★★

* lista em organizada por estado e ordem alfabética

*Dados do GUIA DO ESTUDANTE Profissões Vestibular 2012. Confira a edição completa nas bancas de todo o Brasil.








sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Comprimidos e drágeas parecidos com doce podem confundir crianças


Em estudo realizado por hospital infantil, maioria mostrou saber a diferença entre guloseimas e medicamentos, mas aparência similar a doce induz ao erro

A cada quatro crianças, uma tem dificuldade de distinguir entre um remédio e um doce, segundo uma pesquisa apresentada nesta segunda-feira durante a Conferência da Academia Americana de Pediatria, em Boston. O estudo mostrou que os professores também confundiam as duas coisas – mostrando que um a cada cinco errou quando teve que diferenciar.

O estudo Candy or Medicine: Can Children Tell the Difference (Doce ou medicamento: as crianças sabem qual é a diferença?) foi conduzido por Casey Gittelman e Eleanor Bishop, pesquisadoras do Centro de Informações de Droga e Envenenamento do Hospital Infantil de Cincinnati.
Para o estudo, foi feita uma mistura entre doces e remédios, contabilizando 30 'comprimidos'. Então, as pesquisadoras escolheram randomicamente 30 professoras e 30 estudantes e pediram a eles que diferenciassem entre os medicamentos e as guloseimas. Além disso, os participantes do estudo foram questionados sobre como guardavam os remédios em casa e com qual frequência usavam os medicamentos.
A maioria dos estudantes (71%) foi capaz de distinguir entre um e outro. No caso dos professores, a taxa foi de 78%. Já as crianças que não sabiam ler tiveram resultados significativamente piores quando comparadas a aquelas que haviam aprendido a ler. Entre os erros mais comuns, segundo a pesquisa, estavam a confusão de M&M’s, balas e doces de manteiga de amendoim, com remédios para gripe e antiácidos.
"Frequentemente, a confusão ocorria com objetos circulares, normalmente com cores e brilhos muito semelhantes e sem nenhuma marca para distinguir entre eles", explicou Bishop. Além disso, 78% dos 60 estudantes e professores disseram que, em suas casas, os medicamentos não são trancados ou estão fora do alcance.
Segundo Bishop, é preciso educar as famílias sobre como guardar os medicamentos em segurança. As autoras do estudo também sugerem que a aparência dos medicamentos deve ser diferente dos doces para reduzir o consumo acidental de remédios. No Brasil, 35% dos casos de intoxicação por medicamentos ocorrem em crianças menores de 5 anos. Nos Estados Unidos, ocorrem 100.000 internações por ano por conta da ingestão indevida de medicamentos — dois terços das hospitalizações ocorrem em crianças com menos de 5 anos.

Fonte: Veja

Como prevenir acidentes
Saiba evitar a ingestão indevida:

  • • Mantenha todos os produtos tóxicos em local seguro e trancado, fora do alcance das mãos e dos olhos das crianças
  • • Evite tomar remédio na frente de crianças
  • • Mantenha os medicamentos nas embalagens originais
  • • É importante que a criança aprenda que remédio não é bala, doce ou refresco
  • • Pílulas coloridas, embalagens bonitas, brilhantes e atraentes, odor e sabor adocicados despertam a atenção e a curiosidade natural das crianças; não a estimule
Fonte: Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas da FioCruz



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Lenda do Xigris (Alfa Drotrecogina)

Era uma vez um medicamento que prometia ser revolucionário no tratamento da sepse: Alfa Drotrecogina, mais conhecido como Xigris.  Durante 10 anos esse medicamento foi vendido como o milagre da medicina, mas agora foi provado que ele não é melhor do que placebo: recentemente o FDA publicou um alerta oficial dizendo que a Eli Lilly vai retirar o Xigris do mercado devido falha do medicamento em melhorar sobrevida dos pacientes.
Mas como um medicamento que supostamente seria um revolução na medicina simplesmente não tem efeito?! A Lenda do Xigris começou em 2001 quando o medicamento foi aprovado pelo FDA para comercialização: o estudo fase 03 necessário para sua aprovação (PROWESS) tinha várias falhas metodológicas (como mudança do protocolo quando metade dos pacientes já haviam sido inclusos), mas mesmo assim o FDA aprovou o Xigris e pediu que fosse feito outro ensaio clínico para confirmar a sua eficácia. Devido essa incerteza, a Lilly investiu em uma campanha de marketing agressiva: publicidade focada nos médicos, diminuição dos estoques do Xigris para sugerir que a procura era grande e patrocínio de um grupo de médicos e estatísticos para criar um guideline sobre sepse. E foi assim que o surgiu o Surviving Sepsis Campaignem teoria para aumentar a conscientização sobre o tratamento da sepse, mas no fundo mais uma estratégia da indústria farmacêutica!


Figura 01 - Alerta do FDA sobre a retirada do Xigris do mercado

O que um medicamento novo e caro precisava para ser prescrito e vendido? Que alguma referência importante certificasse a indicação do seu uso! A Eli Lilly foi a grande patrocinadora do Surviving Sepsis Campaign (SSC), um guideline sobre tratamento da sepse apoiado por mais de 10 sociedades médicas, publicado no período mais importante de Terapia Intensiva (Critical Care Medicine) e amplamente usado por todos nós! No guideline, o Xigris tem uma sessão própria de uma página inteira, ganhando destaque semelhante a outras condutas já sedimentadas. Posteriormente à publicação da 1ª edição do SSC, dois novos estudos (ADDRESS e RESOLVE) foram publicados e ambos foram interrompidos porque havia risco aumentado de hemorragia intracraniana e não havia evidência de diminuição da mortalidade. Mesmo assim, a edição de 2008 do SSC ainda trazia o Xigris como opção terapêutica e, apesar de falar desses estudos, não mencionava o fato de terem sido interrompidos!  

Graças ao Surviving Sepsis Campaign o Xigris alavancou suas vendas e, por quase uma década, muito dinheiro foi gasto com um medicamento que simplesmente não tinha efeito! Depois de publicado no SSC, a indicação do Xigris estava presente nas maiores referências, como no UpToDate, e esse medicamento virou alvo de um forte mercado que existe no Brasil: processo judicial para que o SUS e planos de saúde paguem por um tratamento! Basta procurar pelos termos "Xigris" e "justiça"que vocês verão os inúmeros processos. Levando em conta que cada ampola do medicamento tem 20mg e custa R$ 7.000 e que a dose necessária é 24mcg/kg/h por 96h, são necessárias, em média, 08 ampolas para o tratamento de um paciente, ou seja, R$ 56.000/paciente!



Como a lenda de Xigris morreu? Duas fortes evidências comprovaram que o medicamento não era melhor do que placebo: o ensaio PROWESS-SHOCK e uma metanálise do Cochrane, a qual mostrou que o Xigris tanto falhou em diminuir o risco de morte, como aumentou a incidência de hemorragia intracraniana.

... e nem todos viveram felizes para sempre.


Referências:
1. Bernard GR et al. Efficacy and safety of recombinant human activated protein C for severe sepsis. N Engl J Med. 2001;344(10):699.
4. Dellinger RP, Levy MM, Carlet, JM, et al: Surviving Sepsis Campaign: International guidelines for management of severe sepsis and septic shock: 2008 [published correction appears in Crit Care Med 2008; 36:1394–1396]. Crit Care Med 2008; 36:296–327.
5. Martí-Carvajal AJ et al. Human recombinant activated protein C for severe sepsis. Cochrane Database Syst Rev. 2011 Apr 13;(4):CD004388.
6. Eichacker PQ, Natanson C e Danner RL. Surviving Sepsis — Practice Guidelines, Marketing Campaigns, and Eli Lilly. N Engl J Med 2006; 355:1640-1642

FONTE: MedicoNerd

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Diabéticos, em 2014, finalmente teremos a injeção sem agulhas


Injeções sem agulha
Injeção sem agulhas
Um sistema de auto-aplicação ajudará na adoção de medicamentos baseados em compostos biológicos, que não podem ser tomados por via oral porque não suportam a passagem pelo estômago. [Imagem: CrossJect]
Injeções sem agulhas estão entre aquelas promessas nunca cumpridas da tecnologia, apesar das montanhas de dinheiro colocadas em pesquisas por grandes empresas do mundo todo.
Mas isto agora pode mudar, graças a um grupo de cientistas da França e da Alemanha, financiados pelo programa Eurostars.
Eles fundaram uma empresa, a CrossJect, que promete colocar as primeiras injeções sem agulha no mercado em 2014.
Não parece ser sem motivo que a novidade demorou tanto para surgir: o produto está baseado em nada menos do que 26 inovações diferentes e 370 patentes requeridas em todo o mundo.
Pressão variável
O princípio da injeção parece ser simples demais para não ter sido inventado antes.
O líquido é aplicado por pressão. Para isso, a pele deve ser "aberta" microscopicamente, para não gerar ativações nervosas que poderiam resultar em dor.
Segundo os cientistas, o segredo está em uma variação de pressão, que começa elevada e vai declinando levemente, para garantir que todo o líquido seja introduzido sob a pele.
Tentativas anteriores usavam molas ou gás comprimido, mas o resultado era que, ou a pele não se abria o suficiente para a injeção do medicamento, ou o medicamento não era totalmente introduzido.
A tecnologia da CrossJect também usa gás, mas controlado de forma a variar a pressão em conformidade com cada passo da aplicação do medicamento.
Injeção sem agulhas
A variação da pressão é controlada em milissegundos para que todo o medicamento seja injetado sem dor. [Imagem: Zeneo]
Auto-aplicação de injeção
Os cientistas-empresários afirmam que a inovação vai muito além dos benefícios àquelas pessoas que têm fobia de agulhas.
Com o envelhecimento crescente da população, os médicos avaliam que a auto-injeção é a saída para diminuir os custos e melhorar o atendimento médico dos pacientes idosos, que poderão se medicar sem sair de casa.
Mas a aplicação de uma injeção com agulha ainda tem seus riscos, e não pode ser recomendada para a população em geral. O grupo espera que seu aparelho resolva este problema.
Um sistema de auto-aplicação também ajudará na adoção de medicamentos baseados em compostos biológicos, que não podem ser tomados por via oral porque não suportam a passagem pelo estômago.
Fobia, dor e dinheiro
Mas o grande apelo aos pacientes deverá ser mesmo a fobia e a dor. Se eliminar realmente a dor, talvez o investimento se pague.
A empresa espera começar vendendo 150 milhões de "seringas sem agulha" em 2014 - uma parcela pequena do mercado atual de 12 bilhões de seringas com agulha por ano.
FONTE: Diário da Saúde

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CRONOFARMACOLOGIA - Cada tipo de medicamento tem horário ideal para ser tomado


Observar os ciclos de sono e vigília garante maior eficácia do medicamento

Nem duas vezes por dia, nem de oito em oito horas. O horário preciso em que o paciente toma um remédio pode determinar o sucesso do tratamento.
É o que defende a cronofarmacologia, ramo da ciência que estuda justamente qual é o melhor momento do dia para um paciente tomar cada medicamento.
Medicamentos ingeridos em determinados horários podem ter seus efeitos potencializados. Ou seja, sabendo a hora de tomá-los, o tratamento pode ser mais eficiente. É o que prega a cronofarmacologia, ramo da ciência que estuda como doenças e tratamentos são influenciados pelos ritmos biológicos.
"Observamos que algumas doenças apresentam picos de piora dos sintomas, então podemos programar o medicamento para esses momentos. Assim, a ação acontece quando o corpo mais precisa", diz José Manoel Jansen da Silva, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e um dos autores do livro "Medicina da Noite".
Nos Estados Unidos, alguns remédios já começaram a trazer na bula indicações sobre o melhor horário de administração. Por aqui, os estudos sobre o tema avançam, mas por enquanto são apenas sugestões dos médicos e não prescrições. Veja a seguir algumas indicações.
Os Farmacêuticos tem papel importantíssimo no momento da dispensação dos medicamentos ao paciente, é nesse momento que muitas vezes esse profissional acaba determinando junto com o paciente um plano de horários para tomar cada medicamento. O farmacêutico é um profissional de saúde de nível superior de fácil acesso a população por estar presente em farmácias e drogarias durante todo seu horário de funcionamento de acordo com a Lei 5991/73.
Asma: as piores crises acontecem de madrugada. "Pesquisas apontam que a piora dos sintomas é às quatro da manhã. Como os medicamentos têm o auge de sua ação em quatro ou oito horas após a ingestão, o melhor horário seria por volta de 20 horas ou mais tarde um pouco, próximo à hora de dormir", diz Silva.
Doenças cardiovasculares: é pela manhã que acontece o maior número de infartos e avc. "O indivíduo estava em repouso, com a pressão arterial baixa. Quando ele acorda, aumenta a secreção de dois hormônios: o cortisol ("hormônio do estresse") e a adrenalina, o que provoca efeitos negativos sobre coração", explica o médico. A hora ideal do medicamento, portanto, seria de manhã bem cedo ou antes de dormir.
Diabetes do tipo 2: o melhor é tomar o remédio antes de dormir, para fazer a cobertura da noite, quando ocorre a piora de sintomas.
Gastrite: como toda inflamação, os maiores incômodos aparecem à noite. Tome o remédio antes de dormir e garanta conforto durante o sono e ao despertar.
Artrite: os doentes se queixam de dores ao acordar, logo pela manhã. O horário ideal do medicamento seria à noite, antes de dormir.
Hipotireoidismo: o medicamento deve ser tomado de manhã, em jejum, para maior absorção pelo organismo.
Osteoporose: também deve ser ingerido pela manhã, antes do café. "Se não for em jejum, acaba se misturando com a alimentação e se perdendo com as fezes", diz o neurocirurgião Manoel Jacobsen Teixeira.
Vitamina e anticoncepcional: podem ser ingeridos a qualquer hora. "Mas, até para criar uma rotina e evitar o esquecimento, especialmente o anticoncepcional que requer continuidade, melhor que sejam tomados sempre no mesmo horário", diz o pneumologista da UERJ.
Antibiótico: o remédio precisa dar cobertura o tempo todo e é importante seguir as doses prescritas, com o espaçamento recomendado. Esqueceu de tomar? "Não espere pelo horário da próxima dose. Tome assim que lembrar e depois siga normalmente o esquema de administração", finaliza Silva.

Fonte : iG

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Aprovado aplicativo para Celulares Smartphones para o controle do Diabetes

O DiabetesManager, da WellDoc, baixou o nível de glicose de sangue em recentes experimentos aleatórios, mas não afetou sintomas clínicos
Um sistema de orientação, baseado em telefone celular, pode ajudar diabéticos a alcançarem uma significativa redução no nível de glicose no sangue, de acordo com um estudo publicado recentemente. No entanto, o assistente não ajudou a apresentar melhorias em outras medições ou sintomas.
Em um estudo realizado durante um ano, pesquisadores do departamento de epidemiologia e saúde pública da faculdade de medicina da Universidade de Maryland, em Baltimore, concluiu que pacientes que tiveram acesso ao sistema móvel para orientação de tratamento e comportamento foram capazes de reduzir a hemoglobina glicosilada (A1c) – medida do controle de glicose no sangue em longo prazo – com mais eficiência do que os pacientes que têm acompanhamento médico esporádico ou que se cuidam sozinhos. Os resultados foram independentes do nível de A1c no inicio do estudo.
A equipe de pesquisadores, com o apoio da WellDoc, desenvolvedora de aplicativos para gerenciamento de doenças; da CareFirst BlueCross BlueShield, seguradora de saúde de Maryland; da LifeScan, fabricante de aparelhos médicos; e da Sprint, empresa de telecomunicações, relatou as descobertas em um artigo publicado na edição de Setembro do jornal Diabetes Care.
“Pelo o que sabemos, esse foi o primeiro estudo de grupo aleatório para a intervenção de orientação móvel para tratamento de diabetes, conduzido em uma comunidade por mais de um ano. Poucos estudos anteriores de intervenções para tratamento de diabetes com comunicação eletrônica ou móvel foram aleatórios, incluíram um grupo controlado ou duraram um ano”, escreveu um epidemiologista de Maryland.
Os pesquisadores acompanharam 163 pacientes com diabetes tipo 2, em 26 clínicas de Maryland, durante um ano. Todos com planos de saúde comerciais. Os pacientes foram divididos em quatro grupos: um grupo de controle com tratamento tradicional, em consultório; um grupo com o assistente da WellDoc e acesso a um portal seguro na web por onde poderiam se comunicar com os médicos; um grupo com o sistema da WellDoc em que os médicos poderiam acessar os dados enviados pelo paciente; e um grupo em que o médicos tinham suporte para decisões clínicas que ligavam dados aos padrões de cuidados e diretrizes de cuidados baseadas em evidências.
Todos os pacientes receberam o medidor de glicose One Touch Ultra 2, da LifeScan. Pacientes de três grupos receberam, também, telefones celulares com plano de dados e o software móvel de gerenciamento de diabetes da WellDoc, que entregou mais 1.000 mensagens de auto-gerenciamento, conforme especificado por um algoritmo que considera fatores como nível de glicose no sangue, medicamentos e consumo de carboidratos. O portal na web incluía registro pessoal de saúde pra relatar informações relacionadas ao tratamento de diabetes, como resultados de exames.
Os pacientes podiam se comunicar, por telefone ou via portal, com especialistas em diabetes, que atuaram como “gerente de caso virtual”, mas foram encorajados a optar por mensagens eletrônicas. Os pacientes receberam um “plano de ação”, pelo portal, a cada dois meses e meio, que os ajudavam no autogerenciamento e serviam como resumos clínicos antes das visitas ao médico.
Os pesquisadores concluíram que grupo em que os médicos tinham acesso ao suporte de decisões clínicas viu o nível de A1c cair 1.9 pontos percentuais, enquanto pacientes no grupo de controle tiveram redução mediana, de apenas 0.7 pontos. De acordo com o estudo, o grupo de controle só teve alguma melhora porque tinha a educação apropriada. A equipe de Maryland citou pesquisas anteriores que mostraram que 55% das pessoas com diabetes tipo 2 recebem orientação e educação sobre a doença, e que apenas 16% seguem as recomendações médicas de regimes auto-gerenciados.
No entanto, não houver qualquer mudança “convincente” em outros indicadores de controle de diabetes, incluindo visão embaçada, dores, depressão e pressão arterial preocupante. Os pesquisadores recomendam que estudos de acompanhamento analisem como tecnologias móveis podem afetar comportamento relacionado à aderência aos medicamentos, atividades físicas e comunicação entre médico e paciente.
“Podem ser mecanismos importantes para explicar as mudanças na hemoglobina glicosilada, mas não foram analises primárias ou secundárias planejadas nesse estudo. Estudos futuros para saúde móvel devem considerar a caracterização mais específica do comportamento de pacientes e prestadores de serviços para suportar as mudanças nos parâmetros clínicos”, alega o artigo.

Fonte: WellDock

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Anvisa mantém registro de SIBUTRAMINA e cancela outras ANFETAMÍNAS EMAGRECEDORAS


A Diretoria Colegiada da Anvisa decidiu, nesta terça-feira (4/10), pela retirada dos medicamentos inibidores de apetite do tipo anfetamínico do mercado e pela manutenção da sibutramina como medicamento para o tratamento da obesidade, com a imposição de novas restrições.
De acordo com a decisão dos diretores, os medicamentos femproporex, mazindol e anfepramona terão seus registros cancelados, ficando proibida a produção, o comércio, a manipulação e o uso destes produtos. Esses três medicamentos são do grupo denominado inibidores de apetite do tipo anfetamínico.



O relatório apresentado durante a reunião mostra que o uso dos anfetamínicos está  baseado na prática clínica, que é o tipo de evidência menos consistente e menos segura segundo os padrões atuais para registro de medicamentos. O texto informa, ainda, que há evidências de eventos adversos graves, que associadas à ausência de dados confiáveis de segurança justificaram a decisão dos diretores.
Em relação à sibutramina, a decisão da diretoria da Anvisa, por três votos a um, foi de manter o medicamento no mercado com a inclusão de novas exigências e mais restrições para o uso do produto. O relatório apresentado pelo diretor-presidente, Dirceu Barbano, informa que o perfil de segurança da sibutramina é bem identificado e conhecido, o que permite identificar pacientes que podem ter algum ganho a partir do uso da substância. Uma das restrições que será estabelecida é a descontinuidade do uso da sibutramina em pacientes que não obtiverem resultados após quatro semanas de uso do produto.
Para o diretor-presidente, o debate que levou a decisão final da Anvisa foi bastante produtivo e ajudou a dar clareza sobre os dados científicos disponíveis sobre estes medicamentos e as lacunas que as pesquisas não foram capazes de responder. “A diretoria da Anvisa entendeu que a sibutramina pode ser utilizada em determinadas situações e com um monitoramento rigoroso”, explicou Barbano.
No processo de 643 páginas, elaborado ao longo dos últimos oito meses, os técnicos da Anvisa reuniram todos os dados disponíveis de estudos sobre os medicamentos do tipo anfetamínico e a sibutramina.

Histórico
Em outubro do ano passado, a Câmara Técnica de Medicamentos, uma instância consultiva, sugeriu à Anvisa a retirada dos inibidores de apetite do mercado. Em fevereiro deste ano, a Agência realizou uma audiência pública para discutir o risco e a eficácia desses medicamentos inibidores de apetite. Desde então foram realizadas duas audiências públicas no Congresso Nacional e um painel técnico-científico internacional pela própria Anvisa.
Além disso, a Agência realizou uma teleconferência, no último mês de setembro, com a agência para medicamentos e alimentos norte-americana, o FDA, para levantar informações sobre o uso da sibutramina naquele país e sua posterior proibição.
A discussão teve início por conta da publicação do estudo Scout, que trouxe novas informações sobre os riscos e a eficácia da sibutramina. Por esta razão, o país iniciou um debate sobre esse medicamento e os medicamentos do tipo anfetamínicos.

FONTE: ANVISA

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Protetor solar. Você sabe como usar corretamente?

Os protetores solares deixaram de ser exclusividades das peles mais claras. Em tempos modernos, ficar na praia sem nenhuma proteção é um ato de extrema irresponsabilidade. Mas para realmente ter eficácia e bons resultados com o produto é necessário atenção e alguns cuidados extras.

Atualmente, o fator de proteção do protetor solar (FPS) é estabelecido com base na proteção proporcionada pela aplicação de uma quantidade de 2 miligramas do produto em cada centímetro quadrado do corpo. Estudos demonstraram que muitos consumidores usam menos da metade dessa dosagem.

Na prática, ignoramos o modo de usar da embalagem e aí pode morar o perigo. Com aquele pouquinho que a gente costuma usar, quantidade que cabe no polegar, só conseguiremos uma proteção que pode variar entre um quarto e um terço da informada na embalagem do produto.

Então, atenção para as dicas da embalagem. E para não ter problemas durante o Verão como alergias, queimaduras, insolação, envelhecimento precoce e, principalmente, câncer de pele, tome certos cuidados na hora de se expor ao sol.

  • o horário de exposição deve ser o de menor intensidade dos raios solares. Não é recomendável a exposição ao sol entre 10 e 16 horas; - Não é aconselhável permanecer por longos períodos na mesma posição, como dormir, por exemplo. O ideal é mudar de posição freqüentemente;


  • Tomar sol moderadamente para que o efeito das radiações solares seja benéfico;


  • Áreas sensíveis como rosto, lábios e cabeça, principalmente os calvos, necessitam de um cuidado maior e, portanto, de um protetor solar de FPS mais elevado;


  • Durante a exposição solar, não é aconselhável a utilização de produtos como perfumes ou outros não específicos, como descolorantes para os pêlos. Eles devem ser evitados. Em geral, promovem queimaduras e podem aumentar os casos de alergia, além de não protegerem contra os efeitos das radiações solares;


  • Alguns produtos de uso diário, como batom e maquilagens, fornecem proteção natural. Geralmente contêm, em sua composição, agentes refletores de radiação solar;


  • O consumidor também deve tomar cuidado com a utilização de certos medicamentos, como o ácido acetil-salicílico (aspirina), que em combinação com o protetor solar e o sol podem provocar reações alérgicas;


  • Produtos importados devem trazer informações claras e em português quanto ao seu nível de proteção, tipo de pele indicado, modo de uso e demais informações que permitam sua utilização correta;


  • Optar por guarda-sóis de algodão e de cor clara. A cor escura absorve radiação e calor. Tecidos de nylon produzem sombra, mas não protegem da radiação solar;


  • Verificar qual é o fator de proteção mais adequado para o seu tipode pele. Em caso de dúvida - de preferência sempre - devem ser utilizados os produtos com FPS mais elevados;- O mormaço também ocasiona queimaduras. A brisa, por oferecer uma sensação refrescante, pode levar a pessoa a esquecer os efeitos nocivos do sol;


  • A eficiência de um protetor solar está relacionada diretamente à sua utilização correta. Fique atento às instruções da embalagem quanto ao tempo de reaplicação do produto, levando em consideração fatores como a transpiração e o contato direto da pele com qualquer superfície que propicie a remoção do produto.


  • Fonte: Inmetro


    ORIGEM DOS PROTETORES SOLARES

    Com os problemas causados pela ação humana, as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a proteção da pele, mas engana-se quem pensa que essa preocupação é recente. Há muito tempo as civilizações vem sentido a necessidade de se proteger contras os raios nocivos do sol, mesmo naquelas em que o sol era o astro rei. Os médicos recomendavam a exposição à luz solar, como uma forma de evitar doenças, mas essa exposição deveria ser moderada, porque o sol em excesso fazia e faz mal à saúde.
    No Egito antigo havia diversos inventos do filtro solar, sendo o mais antigo o feito de mamona, em 7800 a.C. Na lista egípcia havia extrato de magnólia, jasmim e óleo de amêndoa. Já na Grécia, 400 a.C., na realização dos Jogos Olímpicos alguns atletas competiam nus em certas modalidades, utilizando uma mistura de óleo de Oliva e areia para se protegerem dos raios nocivos do sol. A moda do bronzeamento só teve início em 1930, na França, Mas alguns anos antes já constavam registros de protetores feitos em escala comercial nos Estados Unidos e na Austrália.
    O primeiro protetor realmente eficaz foi desenvolvido somente em 1944, pelo americano Benjamin Greene. Por ver as queimaduras na pele dos soldados que voltavam da Segunda Guerra Mundial ele decidiu criar algo que pudesse ser útil na proteção da pele contra os raios nocivos do sol. Esse protetor solar era à base de petróleo, de cor vermelha e um tanto viscosa, foi então batizada a marca de Coppertone. Ao longo do tempo os protetores foram aprimorados, apresentando diversas versões, inclusive para todos os tipos de peles. Atualmente, o filtro solar se tornou um recurso indispensável na prevenção do câncer de pele, causado em especial pelo aquecimento global.
    FONTE: Equipe Brasil Escola