quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Descoberta proteína que impede calvície e cabelos brancos


Wnt é essencial para o crescimento de fios capilares e produção de pigmentos


Um estudo inédito com células estaminais de folículos capilares poderá fazer muito feliz a quem sofra de gerascofobia (medo de envelhecer). 
A investigação norte-americana permitiu a descoberta de uma proteína responsável pelo crescimento e coloração dos cabelos. Há já décadas que os cientistas sabem que as células dos folículos capilares e dos melanócitos, as células produtoras de pigmento, interagem de forma a produzirem o cabelo colorido. Até agora, no entanto, ninguém sabia exactamente como.
No trabalho publicado na «Cell»Mayumi Ito, da Universidade de Nova York, descobriu que uma proteína conhecida como Wnt tem um papel essencial no processo. O estudo feito em ratos mostrou exactamente como os caminhos sinalizadores da proteína Wnt permitem que as células estaminais dos folículos e dos melanócitos trabalhem juntas para gerar o crescimento capilar e produzir pigmentos.A investigação mostrou que a anormalidade ou a ausência de Wnt inibe o surgimento de novos fios e impede a formação de cor. Além de indicar uma possível forma de tratamento para calvície e cabelos grisalhos, o estudo também pode ajudar a combater doenças graves, como o melanoma ou cancro da pele.


Existem vários tipos de células estaminais com potencial de regeneração, mas este método descoberto nos fios de cabelo, podem dar pistas importantes para regenerar órgãos mais complexos. Além disso, ajuda a compreender doenças nas quais os melanócitos estão envolvidos.


Fonte: Ciência Hoje

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Conheça os prós e contras dos principais métodos anticoncepcionais


   Comprimidos, camisinha, DIU, diafragma, anel vaginal, injeção, adesivo. A lista de contraceptivos disponíveis no mercado vai muito além dessa lista, e cada casal deve escolher aquele que atende melhor às suas necessidades. Nenhuma alternativa é 100% segura, mas se bem usada a proteção pode ser quase total.
 Conheça mais sobre métodos para evitar a gravidez, algo fundamental na hora do planejamento familiar - segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 46% dos nascimentos no país não são planejados. Conversamos com o ginecologista José Bento e a médica especialista em saúde da mulher Tânia Lago.

Dispositivo intrauterino (DIU)
É um pequeno objeto de plástico, que pode conter hormônios ou ser revestido de cobre, colocado no interior do útero para evitar a gravidez. A mulher pode ficar até dez anos sem trocá-lo, e a retirada pode ser feita assim que a paciente desejar ou tiver algum problema. Existem diversos modelos, e o mais usado é o em forma de T, com fios de cobre, que impedem o encontro dos espermatozoides com o óvulo.
A fertilidade da mulher retorna logo após a retirada do DIU. Esse método é muito eficaz e não provoca aborto, porque atua antes da fecundação. A colocação do dispositivo no útero deve ser feita por um profissional de saúde treinado.
O DIU não atrapalha a mulher e não machuca o pênis durante a relação sexual. A mulher que faz uso dele pode ter mais sangramento menstrual ou cólicas, mas esses efeitos não trazem problemas à saúde, a menos que a paciente tenha anemia severa.
Esse método não é indicado para mulheres que têm mais de um parceiro sexual ou cujos parceiros tenham outras parceiras e não usam camisinha em todas as relações sexuais, pois, nessas situações, correm mais risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST).


Injeção anticoncepcional
Impede a ovulação e dificulta a passagem dos espermatozoides para o interior do útero. Há dois tipos de injeção: a aplicada uma vez por mês e a de três em três meses. Ambas são muito eficazes quando usadas corretamente.
Com a interrupção da injeção mensal, a fertilidade da mulher logo retorna. No caso da trimestral, pode haver um atraso na volta da capacidade de engravidar: em média, levam-se quatro meses após o término do efeito.
A eficácia é alta, mas os efeitos colaterais e as contraindicações são iguais às da pílula de cartela.


Anel vaginal
Garante tranquilidade por três semanas, tem baixa dosagem hormonal, mas é mais caro (em torno de R$ 50) e pode trazer os mesmo efeitos indesejados da pílula. Não é distribuído no Sistema Único de Saúde (SUS).
Cada anel contém uma pequena quantidade de dois hormônios sexuais femininos, liberadas lentamente para a corrente sanguínea. É colocado de forma semelhante ao diafragma e fica as três semanas no corpo da mulher.


Diafragma
É uma capa flexível de borracha ou de silicone, com uma borda em forma de anel que é colocada na vagina para cobrir o colo do útero. Evita a gravidez ao impedir a entrada dos espermatozoides no útero, e pode ser usado com ou sem espermicida.
Há diafragmas de vários tamanhos, e a medição por um profissional de saúde é necessária para determinar o mais adequado para cada mulher.
O dispositivo deve ser colocado em todas as relações sexuais, antes de qualquer contato entre o pênis e a vagina. Pode ser introduzido minutos ou horas antes da relação sexual. Quando a mulher é bem orientada, a colocação não dói e se torna tão simples quanto a de uma lente de contato.
O aparelho só deve ser retirado de seis a oito horas após a última relação sexual, que é o tempo suficiente para que os espermatozoides restante na vagina morram. Ele não deve ser usado durante a menstruação.
Imediatamente após retirar o diafragma, lave-o com água e sabão neutro, seque-o bem com um pano macio e guarde-o em um estojo, em lugar seco e fresco, longe da luz solar. Não se deve polvilhar o diafragma com talco, pois o produto pode danificá-lo ou causar irritação na vagina ou no colo do útero.
Esse método confere autonomia no uso, é mais natural, fácil de transportar e tem menos efeitos colaterais. Mas pode ter uma eficácia menor que a da pílula em alguns casos.


Espermicida
É uma substância química que recobre a vagina e o colo do útero, impedindo a penetração dos espermatozoides no útero, imobilizando-os ou destruindo-os. Pode ser usado sozinho ou combinado com o diafragma. É eficaz pelo período de uma hora após sua aplicação.
Não se recomenda o uso do espermicida para mulheres que têm mais de um parceiro sexual ou cujos parceiros têm outras parceiras e não usam camisinha em todas as relações sexuais, pois, nesse caso, há um maior risco de se contrair DSTs.
O espermicida é colocado com um aplicador, que deve ser introduzido na vagina o mais profundamente possível. O aplicador deve ser lavado com água e sabão depois de usado.
O mais garantido é se prevenir em dobro, pois esses métodos anticoncepcionais não protegem contra nenhuma doença. Por isso, usar camisinha é muito importante, e o melhor é combiná-la com uma dessas técnicas para evitar a gravidez.


"Pílula" do dia seguinte
A pílula anticoncepcional de emergência impede ou retarda a ovulação, além de diminuir a capacidade de os espermatozoides fecundarem o óvulo. Esse método não é abortivo, porque não interrompe uma gravidez já estabelecida.
A pílula do dia seguinte não deve ser usada como anticoncepcional de rotina, ou seja, substituindo outro método. No entanto, o uso frequente, quando necessário, pode fazer mal à saúde além de diminuir a eficácia da técnica emergencial.
Pode ser tomada até cinco dias após a relação desprotegida, mas a eficácia é mais garantida até 72 horas depois.


Lembre-se
O ciclo da mulher começa na menstruação, e o dia certo para tomar o primeiro comprimido é quando ela desce, mesmo que seja só um pouquinho de sangue.
Se você esquecer a pílula eventualmente, pode tomá-la com no máximo 12 horas de atraso. Depois disso, ela não faz mais efeito e você deve usar outro método para não engravidar.
É raro, mas alguns antibióticos interferem na ação do anticoncepcional, que deve ser tomado todo dia na mesma hora. Métodos como tabelinha, coito interrompido e muco ou temperatura cervical não devem ser usados, porque são inseguros.


Fonte: G1

domingo, 31 de julho de 2011

Realização de atividade física diminui uso de remédios por idosos


Aos 68 anos, o aposentado Antônio Oliveira precisava tomar 9 comprimidos por dia para tentar controlar a pressão. Desde que começou a fazer exercícios, passou a ter uma pressão de garoto com apenas três remédios. Antônio não foi o único: 56% dos hipertensos diabéticos e obesos inscritos no Programa Academia Carioca de Saúde, que funciona em 25 unidades municipais de saúde, conseguiram reduzir a dosagem e a quantidade de remédios. E 2% deixaram de precisar de remédios, segundo levantamento do programa, que completou dois anos.
“Os exercícios são meu novo remédio. Não falto à academia um dia. Cheguei aqui com a pressão 17 por 11. Sentia muita dor de cabeça e isso me deixava de mau humor. Sem dor, estou de bem com a vida e fiquei muito mais ativo”, conta Antonio, que além de controlar a pressão fez vários amigos na academia do Complexo do Alemão.
O levantamento mostrou ainda que 72% dos alunos perderam peso, 97% conseguiram controlar a pressão e 86% dos diabéticos reduziram as taxas de glicemia. “Antes eu era o ‘terror do postinho de saúde’. Tomava muito remédio, mas vivia indo lá com problemas de glicose e pressão alta. Agora, já nem preciso mais do remédio da pressão. O exercício tem feito uma diferença muito grande na minha vida. Antes da academia eu era toda entrevada, não conseguia abaixar”, conta Laurência Maria dos Santos, 66.
Junia Cardoso, responsável pelo Programa da Secretaria Municipal de Saúde, explica que o exercício faz com que o corpo produza substâncias que diminuem pressão e a glicose. “A consequência é a diminuição da necessidade de remédios. Mas é bom lembrar que só o médico pode diminuir as dosagens”.
Sem doenças
O exercício físico é remédio também contra depressão, problema cardiovasculares e ajuda a prevenir alguns tipos de cânceres. Atento aos benefícios, o Ministério da Saúde lançou o programa Academia da Saúde, que visa estimular a criação de espaços para a prática de exercícios nos municípios.
“Em Recife, os pacientes inscritos em um programa de atividades física diminuíram em 50% o uso de anti-inflamatórios e antidepressivos. Além disso, a OMS relaciona a prática de 30 minutos de exercício diário com menor risco de câncer de colo e mama”, diz o ministro da Saúde Alexandre Padilha.
No Rio, segundo a Secretaria de Saúde, serão abertas 15 academias cariocas, totalizando 40 até o fim do ano.
Confira a lista de unidades de saúde com academias no Rio de Janeiro:
Clínica da Família Maria Sebastiana de Oliveira (Ilha do Governador)
Clínica da Família Assis Valente (Ilha do Governador)
Clínica da Família Zilda Arns (Alemão)
Centro Municipal de Saúde Augusto Boal (Maré)
Policlínica José Paranhos Fontenelle (Penha)
CMS Padre Teresa de Calcutá (Ilha do Governador)
Policlínica Rodolpho Rocco (Del Castilho)
PS Flávio do Couto Vieira (Anchieta)
CMS Fazenda Botafogo (Fazenda Botafogo)
CMS Harvey Ribeiro (Recreio)
Clínica da Família Professor Maury Alves de Pinho (Barra da Tijuca)
Clínica da Família Olímpia Esteves (Realengo)
Policlínica Manoel Guilherme da Silveira (Bangu)
PS Athayde José da Fonseca (Catiri/Bangu)
PS Dr. Henrique Monat (Vila Kennedy)v PSF Dr. Silvio Barbosa (Santíssimo)
P.S. Manoel de Abreu / PACS Vila Verde (Santíssimo)
CMS Belizário Penna (Campo Grande)
P.S. Edgard Magalhães Gomes (Inhoaíba)
CAPS Profeta Gentileza (Inhoaíba)
CMS Mário Rodrigues Cid (Campo Grande)
Posto de Saúde Dr. Alvimar de Carvalho (Pedra de Guaratiba)
Clínica da Família Dr.Hans Jürgen Fernando Dohmann (Campo Grande)
Clínica da Família Alkindar Soares Pereira (Guaratiba)
CMS Aloysio Amâncio (Santa Cruz)
FONTE: Coisa de Velho

quinta-feira, 14 de julho de 2011

ONU alerta para alto consumo de drogas prescritas no Brasil

O Relatório Mundial sobre Drogas, lançado nesta quinta-feira pela agência da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), revela que, embora tenha havido uma estabilização no consumo mundial de drogas tradicionais como heroína e cocaína, há uma tendência de aumento no uso não-medicinal de drogas prescritas, inclusive no Brasil.
“O uso não-medicinal de drogas de prescrição, como tipos de opioides sintéticos, tranquilizantes e sedativos, ou de estimulantes prescritos, é um crescente problema de saúde em vários países”, afirma o relatório.

O relatório diz que drogas prescritas substituem outras drogas ilícitas por serem consideradas menos nocivas, já que são indicadas por médicos, por serem mais baratas que drogas proibidas e por serem mais aceitas socialmente.Na América do Sul, o documento aponta alto uso de opioides prescritos no Brasil e no Chile. Ambos os países, além da Argentina, também registraram altos índices de consumo de ATS (estimulantes sintéticos do grupo das anfetaminas), em sua maior parte prescritos legalmente como anorexígenos ou para o tratamento de transtorno de deficit de atenção, mas desviados para o uso não-medicinal.

Outro fator para a crescente popularidade dessas drogas, segundo a UNODC, é que pacientes as compartilham ou as vendem para parentes e amigos. O órgão diz que seu uso é especialmente comum entre jovens adultos, mulheres, idosos e profissionais da saúde.

Internações
O documento aponta que os efeitos nocivos do maior consumo dessas drogas já é notado: nos Estados Unidos, onde há dados mais detalhados sobre o tema, o número de internações relacionadas a opioides prescritos cresceu 460% entre 1998 e 2008 e já supera o de casos ligados a drogas ilícitas.
Entre as pessoas que começaram a usar drogas nos EUA em 2009, 2,2 milhões iniciaram o consumo com analgésicos, número próximo dos que iniciaram o uso com maconha.
O relatório revela ainda um aumento acentuado nas overdoses causadas por opioides prescritos no país: de 4 mil em 2001 para 11 mil em 2006. Segundo o documento, tendências similares são verificadas em outros países.
Outra preocupação apontada pelo documento é a crescente combinação entre drogas lícitas e ilícitas, para acentuar o efeito da droga principal.
Heroína
Além do aumento no uso de drogas prescritas, o Relatório Mundial sobre Drogas aponta estabilização no consumo de heroína na Europa e declínio no uso de cocaína na América do Norte – os principais mercados para essas drogas.
No entanto, houve aumento no uso de cocaína na Europa e na América do Sul na última década e expansão do uso de heroína na África.
O relatório aponta ainda que o plantio de ópio (matéria-prima da heroína) e coca hoje está limitado a poucos países, mas que os índices de produção de heroína e cocaína continuam altos.
Embora 2010 tenha registrado uma queda substancial na produção de ópio, o documento atribui a queda a uma praga que atingiu áreas rurais do Afeganistão, um dos maiores produtores da droga.
Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Detectada nova bactéria resistente a antibióticos


Uma nova cepa de bactérias Staphylococcus aureus, resistente aos antibióticos do grupo da penicilina, foi encontrada em humanos e em vacas. Segundo investigadores do Imperial College, de Londres, que realizaram um estudo publicado no jornal “Lancet Infectious Diseases”, estas bactérias podem causar desde problemas cutâneos até infecções sanguíneas em pessoas com o sistema imunitário debilitado.

Nesta variante resistente à meticilina (MRSA, na sigla em inglês), o gene mecA, que provoca a resistência à medicação, tem apenas 60 por cento de  nível de semelhança daqueles que compartilham 99 por cento das MRSA conhecidas. “É por isso que a nova estirpe passava despercebida nos exames clínicos”, explicou Laura García-Álvarez, investigadora do Imperial College.

Depois de a bactéria, denominada LGA251, ter sido identificada 13 vezes em  leite de vaca, os investigadores encontraram 50 casos em humanos na Grã-Bretanha e na Dinamarca em 2010, sendo que actualmente estão a desenvolver os primeiros testes noutros países europeus como Alemanha, Holanda e, inclusivamente, Portugal.

A especialista contou que "a primeira bactéria desse tipo procede de uma amostra de 1975”, sendo que tem uma ampla distribuição geográfica, mas a sua incidência em números absolutos é muito baixa. Acrescentou ainda que, durante estes 36 anos não foi detectada por falta de métodos que o permitissem.

Os investigadores ainda não determinaram se a bactéria é de origem bovina e foi transmitida para os humanos, ou se aconteceu o contrário. Contudo, sublinharam que o consumo de leite de vaca não representa qualquer risco de contágio, dado que o processo de pasteurização elimina totalmente a Staphylococcus aureus.

Está estimado que um terço da população tem no organismo bactérias resistentes a antibióticos, nomeadamente na pele e nas fossas nasais. Contudo, as complicações médicas associadas às MRSA costumam a ocorrer apenas em pacientes submetidos a alguma intervenção cirúrgica.

Ao longo dos últimos anos, nos países industrializados, as bactérias têm vindo a aumentar a sua resistência aos antibióticos, sendo que entre 40 e 60 por cento delas deixaram de sucumbir a tratamentos com os antibióticos mais comuns.

Fonte: CiênciaHoje

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Medicamento é o agente que mais causa INTOXICAÇÃO no Brasil

SINITOX - Sistema Nacional de Informações Tóxico farmacológica

Missão

O Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) tem como principal atribuição coordenar a coleta, a compilação, a análise e a divulgação dos casos de intoxicação e envenenamento notificados no país. Os registros são realizados pela Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat), composta por 35 unidades, localizadas em 19 estados brasileiros. Os resultados do trabalho são divulgados anualmente.
Rosany Bochner - Coordenadora do Sinitox

História

O Ministério da Saúde constituiu o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) em 1980. A idéia partiu da necessidade de criar um sistema abrangente de informação e documentação em toxicologia e farmacologia de alcance nacional. Dessa forma, a prioridade do governo era obter dados sobre medicamentos e demais agentes tóxicos existentes no meio, a fim de que gestores e profissionais de saúde pública e a população em geral pudessem ter acesso às mais diversas formas de uso e proteção.
A Fiocruz passou a divulgar, anualmente, os casos de intoxicação e envenenamento humanos a partir de 1985. Os registros são realizados pelos 37 Centros de Informação e Assistência Toxicológica existentes no país.

Até 1986, o Sinitox era vinculado diretamente à Presidência da Fiocruz. Posteriormente, foi incorporado à estrutura do Centro de Informação Científica e Tecnológica (Cict/Fiocruz), hoje, Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz).

Centros de informação

A Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat) é coordenada pela  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esta rede foi criada em 2005 pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 19 da Anvisa. Composta atualmente de 35 unidades loalizadas em 18 estados e no distrito federal, tem como função fornecer informação e orientação sobre o diagnóstico, prognóstico, tratamento e prevenção das intoxicações e envenenamentos, assim como sobre a toxicidade das substâncias químicas e biológicas e os riscos que elas ocasionam à saúde. Atende tanto o público em geral quanto os profissionais de saúde.
A Anvisa criou o Disque-Intoxicação, meio pelo qual os profissionais de saúde obtém informações sobre tratamentos, além de o público em geral tirar dúvidas gratuitamente. Através do número 0800-722-6001, a ligação é transferida para o Centro de Informação e Assistência Toxicológica mais próximo de onde está o usuário.
Por meio de uma rede de informação sistematizada, é possível delinear um mapa da situação do país em relação à intoxicação. Os profissionais dos Centros documentam os atendimentos prestados e encaminham as fichas para um banco de notificações. Posteriormente, as informações coletadas chegam à Anvisa e ao Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox).

Dados de 2009:
Intoxicação humana = 77.458
Óbitos = 279
Casos de intoxicação por medicamentos = 21.582
Obitos por intoxicação medicamentosa = 51


fonte: www.fiocruz.br/sinitox/