A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: Alguém aí já viu ser adotada alguma de medida para corrigir práticas que garantam a lisura do comportamento ético dos médicos brasileiros? Que medidas são essas? Quem fez isso? ANVISA? CFM? CRMs?
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Médicos estão proibidos de divulgar cupons e cartões de desconto
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Uso frequente da pílula do dia seguinte traz riscos
A chamada "pílula do dia seguinte", método anticoncepcional de emergência que faz com que o corpo da mulher fique "hostil" à gravidez, é segura e eficiente, mas seu uso exagerado pode trazer graves consequências para o organismo.
A alta dose de hormônios pode, por exemplo, desregular o ciclo menstrual. A pílula também pode causar tontura, enjoo, náusea e inchaço.
Aricia Galvão Giribela, da comissão de anticoncepção da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), lembra ainda que a pílula de emergência não é tão eficiente como um método de uso rotineiro.
- A eficácia da pílula anticoncepcional normal é maior que 99,5%. Já a da pílula do dia seguinte é de 98%. Cada vez que a mulher se expõe [ao sexo desprotegido], ela corre o risco de engravidar.
O ginecologista e obstetra Abner Lobão Neto, coordenador do Pré-Natal Personalizado da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que, além disso, altas doses de hormônio aumentam os riscos de trombose, complicações graves, derrame, entre outros problemas.
Por isso, a recomendação dos médicos é usar a pílula anticoncepcional tradicional e, ainda, o preservativo, que além de evitar uma gravidez indesejada, protege contra as doenças sexualmente transmissíveis.
Fonte: Drogarias on line
Uma semana de antibiótico pode enfraquecer as defesas do corpo por até dois anos
Uso de antibióticos em ração é ligado a superbactérias
Flora intestinal é o nome dado às bactérias que vivem na parede do intestino. Lá existem centenas de espécies de micro-organismos, protetores ou nocivos à saúde, que convivem em equilíbrio.
As bactérias "boas" têm funções metabólicas, como ajudar no funcionamento do intestino, na absorção de gordura e vitamina B12 e na produção de ácido fólico.
"A função mais importante é controlar bactérias desfavoráveis. Sem elas, nós viveríamos constantemente com infecções", diz Ricardo Barbuti, médico endocrinologista da Federação Brasileira de Gastroenterologia.
Segundo o especialista, há muito se sabe que os antibióticos têm efeito na flora intestinal. O que o estudo recém-publicado mostra é que essas alterações duram muito mais tempo do que se pensava.
"Além de causar um desequilíbrio passageiro, o remédio também seleciona bactérias resistentes. Agora sabemos que essa resistência pode durar mais tempo", explica André Zonetti de Arruda Leite, médico endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
Diarreias, disfunção intestinal e inflamações (colites) são as consequências mais comuns do desequilíbrio da flora intestinal. Tanto faz se o uso do antibiótico é feito de forma correta ou incorreta -por mais ou menos tempo do que o necessário.
"O medicamento deve ser usado só quando o benefício compensa o risco e não há outra alternativa", diz Barbuti. Gripes, resfriados ou dores de cabeça não devem ser tratados com antibiótico.
FONTE: Folha de São Paulo
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Nota Técnica do CFF sobre KPC (Super Bactéria)
08/11/2010
O Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim), publica Nota Técnica (abaixo) sobre a Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC),que inclui informações sobre resistência bacteriana e uso de antimicrobianos.
HISTÓRICO - Um surto da bactéria KPC, no Distrito Federal, noticiado pela imprensa nacional, no mês de outubro, levou o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a anunciar algumas medidas, para controlar a venda indiscriminada de antibióticos, no País. Foi publicada, em 28 de outubro, a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 44/10, que dispõe sobre o controle de antimicrobianos.
Com a medida, o Ministério da Saúde tem o objetivo de diminuir a resistência microbiana que tem como uma das causas o uso abusivo de antibióticos. Para o Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Jaldo de Souza Santos, a medida é um avanço para a saúde pública, mas ele acrescenta: “O CFF apoia a medida do Ministério da Saúde, mas o ideal, para a saúde do povo brasileiro, seria a organização do setor de saúde para que todos tivessem, antes de qualquer controle ou retenção de receita, a garantia de atendimento médico, diagnóstico, prescrição e orientação quanto ao uso correto do medicamento”, disse.
CLIQUE AQUI E ACESSE A ÍNTEGRA DA NOTA TÉCNICA DO CEBRIM
Fonte: CFF
sábado, 6 de novembro de 2010
Automedicação infantil é maior que em adultos e pode ser fatal
RISCO DE AUTOMEDICAÇÃO INFANTIL É AINDA MAIOR E PODE SER FATAL
Médico alerta para perigo de deixar medicamentos ao alcance de crianças
O uso de medicamentos em crianças sem indicação clínica pode levar à intoxicação e até ser fatal. De acordo com o Dr. Edson Liberal, médico pediatra e presidente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj), mesmo em doses corretas, a automedicação infantil pode trazer graves consequências para a criança e efeitos colaterais indesejáveis.
"A automedicação em si já é uma situação perigosa. Em crianças o risco é maior ainda", alerta o especialista. Ele cita situações em que as intoxicações podem acontecer quando a utilização de remédios se faz por conta própria - como quando os pais indicam e administram medicamentos nos filhos -, e nos casos em que a criança ingere o medicamento inconscientemente, pensando ser bala, por exemplo. "Comprimidos coloridos e líquidos atraentes chamam a atenção das crianças, por isso o cuidado deve ser redobrado", acredita.
Segundo o último levantamento do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), em 2008 foram intoxicadas pelo uso incorreto de medicamentos 9.956 crianças de 0 a 9 anos - o que representa aproximadamente 38% dos casos de intoxicações farmacológicas. "Nos casos de administração incorreta é necessário entrar em contato com um centro de intoxicação e com o médico e, se necessário, levar a criança para atendimento", salienta.
"Há uma tendência em administrar medicamentos indiscriminadamente, como aqueles para tosse ou resfriado. É ainda uma questão cultural", aponta o Dr. Liberal. O hábito de ter 'farmácias caseiras' também não é recomendado. "Quanto menos medicamentos em casa, melhor. Eles devem ser mantidos longe do alcance das crianças".
Os pais devem estar sempre em alerta para não facilitar o acesso das crianças aos medicamentos. Para o Dr. Liberal, a variação das consequências é ampla e pode, inclusive, levar à morte, pois alguns medicamentos têm efeitos colaterais severos. "No caso de ocorrer interações medicamentosas o resultado pode ser ainda mais perigoso", ressalta. "Alguns remédios, quando utilizados simultaneamente, podem potencializar a ação do outro ou até causar a perda do efeito", completa.
No caso dos medicamentos homeopáticos - que não são agressivos e não possuem contraindicações para crianças -, também é importante que sejam recomendados por um médico, seja ele homeopata ou alopata. "Todos os profissionais de medicina estão aptos a indicar medicamentos, por isso devem ser consultados em casos de necessidade", ressalta o Dr. Liberal.
Fonte: Boletim SnifBrasil
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Tire suas dúvidas sobre a RDC 44/2010 da ANVISA e a retenção de receita na venda de antibióticos
Esclarecimentos aos estabelecimentos
A RDC nº 44 de 2010 é válida para que tipos de medicamentos?
A resolução estabelece o controle para todos os antimicrobianos de uso sob prescrição. Todas as formas farmacêuticas comercializadas que possuem tarja vermelha e são de venda sob prescrição deverão obrigatoriamente ser escrituradas no SNGPC, incluindo antimicrobianos de uso dermatológico, ginecológico, oftálmico e otorrinolaringológico.
Que estabelecimentos devem fazer a escrituração no SNGPC?
Todas as empresas que já utilizam esse sistema, bem como aquelas que não o possuem, deverão realizar a escrituração a partir do dia 25 de abril de 2011 (180 dias contados da data de publicação da resolução). Antes desse prazo não é necessária a escrituração no SNGPC, apenas a retenção da receita (receita de controle especial – duas vias), que passará a ser obrigatória a partir do dia 28 de novembro de 2010.
Antes do prazo de início da escrituração (25/04/11), será publicado um informe técnico contendo todos os procedimentos que deverão ser adotados pelos estabelecimentos para a inclusão desses medicamentos no SNGPC.
Que estabelecimentos deverão reter a receita?
As retenções e escriturações de receita deverão ser realizadas em todas as farmácias e drogarias, públicas ou privadas. Entretanto, somente realizarão a escrituração no SNGPC as farmácias e drogarias privadas.
As farmácias e drogarias de natureza pública e aquelas de unidades hospitalares deverão realizar a escrituração em Livro de Registro Específico para medicamentos antimicrobianos ou por meio de sistema informatizado previamente avaliado e aprovado pela Autoridade Sanitária.
O que muda no armazenamento?
Nada. A guarda dos medicamentos antimicrobianos continua da mesma forma, ou seja, estes deverão continuar nas prateleiras. Não será necessária a guarda destes em armários ou salas exclusivas. Do mesmo modo, as farmácias e drogarias não terão que fazer nenhuma petição de alteração de Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para comercializar os antimicrobianos.
FONTE: Imprensa ANVISA
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Como as doenças são fabricadas (ou, como a indústria farmacêutica inventa doenças para aumentar seus lucros)
Realmente é interessante e instigante perceber a doença como algo mais do que um conjunto de alterações e manifestações de ordem biológica...O processo saúde-doença é complexo, corresponde também a uma construção de ordem social e cultural e está sujeita a muitos fatores, entre os quais o interesse econômico.
Recomendo uma leitura do excelente comentário de Ray Moynihan, que foi publicado esta semana no BMJ. Sob o título "Merging of marketing and medical science: female sexual dysfunction" (Merging of marketing and medical science: female sexual dysfunction. BMJ 2010; 341:c5050 doi: 10.1136/bmj.c5050 http://www.bmj.com/content/341/bmj.c5050 Monyhan faz uma análise bem crítica e reveladora das estratégias da industria farmacêutica e sua influência na construção de um "novo" tipo de "doença" a disfunção sexual feminina. O autor revela como são articuladas ações visando a formação da opinião pública e dos médicos, favorecendo a medicalização da sexualidade, apresentando um lado obscuro de como interesses econômicos podem ser usados para "comprar" a consciência e "manipular" o conhecimento ciêntifico em favor da "criação" de "novas doenças" como forma de aumentar suas vendas e expandir os lucros das grandes indústrias farmacêuticas. Chocante, mas não é uma novidade...talvez seja para quem ainda acredita na neutralidade científica ou no coelhinho da páscoa.
FONTE: http://farmaciaclinicaefarmacoterapia.blogspot.com/
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